4K real ou apenas ampliado: o que a tela percebe
Um arquivo pode trazer a contagem de pixels certa e ficar sem detalhe no meio do caminho.
Uma foto ampliada se comporta bem dentro de uma janela pequena. Estique-a por um monitor de mesa e as bordas amolecem, o grão vira cera e uma árvore que tinha folhas passa a ser uma sugestão verde. O arquivo continua declarando 3840 por 2160. A informação acabou bem antes desse número.
A conferência leva dez segundos. Abra a imagem em cem por cento e olhe um canto em vez do centro: as juntas do tijolo, as barbas de uma pena, as nervuras de uma folha. Um arquivo nativo segue entregando detalhe conforme você se aproxima; um ampliado oferece transições macias e um leve halo de pincel em cada borda. O tamanho do arquivo é a segunda pista, já que uma fotografia que promete 4K em poucas centenas de kilobytes passou por alguma coisa.
Reduzir perdoa, ampliar não. Uma imagem encolhida para caber ganha um pouco de mordida; a mesma imagem empurrada além do próprio tamanho perde justamente aquilo que valia a pena colocar na tela. Na única imagem que você olha o dia inteiro, um original honesto e menor vence um número impressionante.