A luz do dia é honesta com as cidades — o trânsito, os andaimes, as lixeiras. A noite é mais gentil e mais seletiva. Ela guarda as janelas acesas e descarta o concreto, até que um horizonte urbano vire uma constelação com aluguel a pagar.
Os quadros deste conjunto foram escolhidos pelos seus pretos. Fotografia noturna barata sai cinza; a boa deixa o escuro ser realmente escuro, para que o neon tenha algo para cortar.
Numa tela OLED, elas são quase injustamente eficazes: os pretos verdadeiros desligam os pixels por completo, e a cidade flutua sobre o nada. A bateria, aliás, também aprova.