Leões, leopardos, linces — o parentesco não está na pelagem, mas no olhar: uma avaliação nivelada, sem pressa, que nunca incluiu um pedido de desculpas. Fotografe uma montanha e você tem paisagem. Fotografe um leopardo olhando para você e, por um instante, você tem uma relação, nos termos dele.
Os retratos aqui foram feitos com teleobjetiva e paciência, quase sempre em repouso — uma chita vigiando, um leopardo-das-neves no meio de um giro, um tigre não fazendo absolutamente nada com total comprometimento.
Numa tela de bloqueio, esse olhar tem um efeito curioso: desbloquear o celular passa a parecer levemente supervisionado. Alguns usuários relatam mais foco. Não fazemos nenhuma alegação médica.